Professor de Harvard elege as 10 piores cidades para morar no Brasil
A ferramenta desenvolvida pelo professor Michael Porter, da Harvard Business School apontou algumas cidades do Brasil.
Diferente do PIB, que foca apenas em economia, o IPS avalia o bem-estar da população com base em indicadores sociais e ambientais (saúde, educação, segurança, saneamento e direitos individuais).
Aqui estão as 10 cidades que ocupam as últimas posições no ranking de 2024/2025, concentradas principalmente na região Norte, onde os desafios logísticos e a falta de infraestrutura são mais acentuados:
As 10 piores cidades para se viver (IPS 2024/2025)
| Posição | Cidade | Estado | Pontuação (0 a 100) |
|---|---|---|---|
| 1º | Uiramutã | Roraima | 37,63 |
| 2º | Alto Alegre | Roraima | 38,38 |
| 3º | Trairão | Pará | 38,69 |
| 4º | Bannach | Pará | 38,89 |
| 5º | Jacareacanga | Pará | 38,92 |
| 6º | Cumaru do Norte | Pará | 40,64 |
| 7º | Pacajá | Pará | 40,70 |
| 8º | Uruará | Pará | 41,26 |
| 9º | Portel | Pará | 42,23 |
| 10º | Bonfim | Roraima | 42,27 |
Por que essas cidades estão no fim da lista?
O estudo destaca que a baixa pontuação não é culpa apenas da economia local, mas de uma combinação de fatores críticos:
* Isolamento Geográfico: Muitas dessas cidades ficam em áreas remotas ou de fronteira, dificultando o acesso a suprimentos e serviços médicos especializados.
* Saneamento e Saúde: Baixos índices de água potável e coleta de esgoto, além de alta mortalidade infantil em alguns casos.
* Conflitos de Terra e Desmatamento: Cidades como Uruará e Jacareacanga sofrem com pressões ambientais e garimpo ilegal, o que impacta a segurança e a sustentabilidade.
* Dependência de Recursos Federais: Falta de um setor produtivo local forte que gere empregos e autonomia financeira.
Em contrapartida, a cidade de Gavião Peixoto (SP) foi eleita a melhor do Brasil no mesmo levantamento, com uma nota de 74,49, evidenciando o abismo de desigualdade social entre as regiões do país.

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